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Eu sei…

Cansada…não posso dizer triste
Coração cansado…alma…
Minha gana não me deixa ficar parada
Então continuo a travessia.

Eu sei…dos caminho por onde percorri … alegres, estreitos…inundados…frescos..
Mas sempre avançando não importa por onde.

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Sozinha

Na verdade eu sempre fui sozinha!!!!

“Eu sou muito inteligente, muito exigente
e muito engenhosa para alguém ser capaz
de tomar conta de mim inteiramente.
Ninguém me conhece ou
me ama completamente.
Eu só tenho a mim mesma.”
Simone de Beauvoir

‎”E percebo que não importa onde eu esteja, seja em um quartinho repleto de idéias ou nesse universo infinito de estrelas e montanhas, tudo está na minha mente. ”

‎”Qual é a sua estrada, homem? – a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada… Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?”
Jack Kerouac

Ensaio

Sonhos….sonhos..tempo…tempo…q não passa…lembranças que marcam…sonhos interrompidos, mas com vontade de ainda acontecerem…
 
 te cansaria mais minhas confusas e embaraçadas palavras…tentarei organiza-las, nunca fui boa nisso, mas a tentativa é valida.
 
essa minha mania de guarda..guardar…tanta coisa p falar… não tenho mais prática p isso…nunca o tive ou se perdeu
 
Realmente perdi as palavras a um bom  tempo…e quem vai dizer tchau?…..to parada no mesmo lugar, achando que estou andando, me dou conta enquanto ensaio as palavras…
escrevo ao som de uma música, para poder deixar fluir, mas eu sempre fico travada…perdida
 
 
isso aqui é só um ensaio pq se n escrevesse algo agora, não conseguiria dormir.
 
 
Foi só um ensaio, mal ensaiado…que saiu sem enredo.

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Cansada de não ser vista!

Acredito que o minimo que o outro pode fazer por você é ver a dor nos seus olhos e respeitar o seu momento. Entender que as coisas nem sempre saem como planejamos…ainda mais quando não depende só de si. Quando uma segunda pessoa entra na sua vida é preciso que esta respeite o seu espaço e que você respeite o dela, porém esse respeito não significa que você não fique frustrado, mas é preciso ver que nem tudo na vida muda para forma que queremos, ainda mais o outro.

O respeito vem do amor, vem de olhar o outro com os olhos da alma…não é um jogo…é acreditar nas palavras, do amor e as vezes da solidão que sai do olhar.

 

Faz algum tempo que não sou vista com os olhos da alma…

Autor desconhecido

 

Outra noite insone. Levanto com meus olhos desajeitados e espio pela janela. O céu tem uma cor errônea, parece nem caber no que vejo. Algumas estrelinhas desmaiam no chão e decido guardar a lua entre meus cílios. Preciso levá-la comigo. Preciso que seja morada junto aos sonhos que escorrem por minhas pálpebras enquanto as mesmas se fecham. Às vezes, teimosas, tentam prender dentro em si uma estrela cadente que, inquieta, dança com seu rabicho e me faz virar luz mesmo sem querer.

Eu, hoje, faço muito tempo. Sou lembrança. Um tom sépia, um cheiro de história contada por alguém numa cadeira de balanço, enquanto um e outro olhar atento tenta decifrar as memórias do que é antiguidade. Talvez meu lado de dentro seja um relicário. Talvez alguém, um dia, diga que meus lábios sempre sopraram beijos. Meu coração só registra carinhos, e nunca dorme.

Há algum tempo caminho por aí sem relógios. Meu amor é conjugado no infinito. Minhas orações já não se subordinam. E nessas noites sem sentido, como a de hoje, eu só sei observar. Viro plateia de mim mesma. Vejo várias de mim, e me perco naquela que não sou. Se tocasse um samba, eu sorriria e cairia na roda, levantando o copo e sendo um sorriso. São coisas internas. Minhas maneiras de fazer folia. Eu ardo, e solto poesia com meus passos tortos. Fico invisível com um fechar de olhos. Em silêncio. Num sussurro.

Meu esconderijo é aqui. São as letras. É o excesso de movimento que me joga para o meu quarto, com essa parede verde que me ensina a enovelar a vida. É o ponto, a formação de palavras, a ausência de sentido no que escrevo. Apenas a necessidade de rabiscar o papel em branco. Preciso escorrer. Gosto do mal explicado. Nunca gostei dos parênteses. Me retiro e me coloco em aspas quando bem entendo.

Quando menor, era o céu desabar e eu rabiscar vários sóis de giz, na calçada. Eu resolvia o problema. O cinza ia embora e trazia arco-íris. Eu também sempre contei estrelas, apontando com o indicador, nunca levei a sério as superstições. E acho muito justo acreditar que meu nome e o dele dentro de um coração desenhado a lápis guarda o amor e cria uma redoma para todas as peculiaridades escondidas que a cumplicidade faz brotar.

Eu decidi apostar no mundo, então. Imperfeito. Mesmo que alguns dias sejam assim, tão carregados com esse gosto de domingo. Agora mesmo queria comer amoras que despencam doces de um canto cheio de sombra. É noite, mas tá fazendo sol. Meu rosto vira um jardim. Flores, flores, flores. A primavera sempre soube caber nas demais estações. Eu gosto de me apaixonar à tarde.

Não sei o que esperar. Espero tudo. Quero tudo. E vou. De mãos dadas com o que sinto, nunca soube me economizar. Vai ver, assim, eu acabe sendo possível.

Minha caneta é sempre azul.

ps: um texto q parece meu